quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Conselhos de um Preto-Velho - Fernando Sepe











Á noite, quando a maioria das pessoas está dormindo, diversas falanges espirituais se desdobram em trabalhos socorristas de assistência à humanidade encarnada. Devido ao sono, a queda natural do metabolismo e das ondas cerebrais, o corpo espiritual despende-se naturalmente do corpo físico. Aproveitando-se desse fato natural e inerente a todo ser humano, muitos amigos espirituais trabalham nessa hora da noite, retirando essas pessoas do seu corpo físico, dando um toque sensato e elas diretamente em espírito, ou mesmo, simplesmente trabalhando as energias do assistido, com mais liberdade, a partir do plano espiritual da vida. Um dia desses, durante um trabalho de assistência, estava conversando com um preto-velho que responde, nas lidas de Umbanda, pelo nome de Pai José da Guiné.

Segue o diálogo:

- Pai José, esse trabalho de assistência na madrugada é enorme não? O médium umbandista muitas vezes nem imagina o tamanho dele, não é mesmo?

- É sim fio. Trabalho grande, toda noite, mas são poucos que lembram da espiritualidade dia-dia e mantém sintonia elevada antes de dormir.

Isso acaba por barrar as possibilidades de trabalho em conjunto conosco, você sabe disso. A maioria dos médiuns por aí pensam que o único dia de trabalho espiritual é o dia de trabalho no terreiro, é uma pena.

- É verdade, as pessoas tendem a se preparar muito para o dia de trabalho no terreiro, mas esquecem dos outros dias.

- Preparar? Muitas vezes elas nem se preparam, fio. A maioria chega lá cheia de problemas e preocupações ma cabeça. Da um trabalho danado acoplar na aua toda encardida de pensamentos e sentimentos estranhos deles. E nego num tá falando que preparação é tomar um banho de erva antes do trabalho, não...

- Ué, mas o banho de erva é importante, nao é pai?

- É, claro que é. Mas num é tudo, antes do banho de erva, seria melhor um banho de bom humor, com folhas de tranquilidade e flores de simplicidade, isso sim ajudaria. Num dianta colocar roupa branca, defumar, tomar banho, se o coração tá sujo, se a boca maldiz, se o rosto está sem alegria e o espírito apagado, limpeza interna fio, antes de limpeza externa...
- Tá certo...

- Tá ceto, mas voce muitas vezes num faz isso né? Tudo bem, todo mundo tem lá seus dias ruins. O problema é quando isso se torna constante, Fio, a Umbanda é muito rica em rituais, em expressões exteriores de alegria e culto a divindade, mas isso deve ser utiliado sempre como uma forma de exteriorizar o que de melhor trazemos denro de nós, não uma fuga do que carregamos aqui dentro.

Volta seus olhos pra dentro e lá preste culto aos Orixás so depois disso, canta, dança...

- Quando estiver participando de um trabalho, esteja por inteiro, em corpo físico, coração e mente. Não faça das reuniões espirituais um encontro social. antes de começar os trabalhos, medita, ora, entra em sintomia com o trabalho que já está acontecendo. Durante os cantos, busca a sintomia com os Orixás. Nesse momento, voce e Eles não estão separados pela ilusão da matéria tão juntos em espírito e verdade...

- Acompanha as batidas do atabaque e faz elas vibrarem em todo seu ser. Defume seu corpo, mas defuma também sua alma, queimando naquela brasa seu ego, sua vaidade, seu individualismo, que lhe cega os sentidos.

- Trabalha, aprende, louva, cresce meu fio, mas o mais importante: Leva isso pra fora do terreiro lá dentro, todo mundo é filho de pemba, todo mundo tá de branco, todo mundo ama os Orixás... mas aqui fora, logo na primeira dificuldade, duvidam e esquecem dos ensinamentos lá recebidos. Aqui fora, num tem caridade, fraternidade, Orixás, espiritualidade, mas a Lei de Umbanda não é pra ficar contida no terreiro.

A Lei de Umbanda é pra estar presente em cada ato nosso em cada palavra, em cada expressãode nosso ser...

- Percebe fio? Voce é médium o tempo todo, não so no dia de trabalho, mas todo dia. Voce é médium até quando ta dormindo.

Pai José fez uma pausa e eu fiquei pensando a respeito da responsabilidade do trabalho mediúnico. De quantos médiuns por aí nem tinham idéia do trabalho espiritual que as muitas correntes de Umbanda desenvolvem, de como a vivência de terreiro demandava uma mudança interior, uma postura diferente em relação à vida. Enquanto pensava a respeito, Pai José disse:

- È por aí meso fio. A partir do momento em que a pessoa internaliza os valores espirituais, umnovo mundo, cheio de novas perspectivas surge. novas idéias, novos ideais, uma forma diferente de encarar a vida, esse é o resultado do trabalho.

A caridade não é mais uma obrigação, mas torna-se natural e inerente ao próprio ser, assim como a resiração. A sintomia acontece esteja onde ele estiver, caregando consigo a Lei da Sagrada Umbanda em seu coração...

- Lembre-se: Aruanda não é um lugar! Aruanda é um estado de espírito... Voce a carrega para onde for, isso é trabaho, isso pe sacerdócio, isso é viver buscando a espiritualização...

- Por isso, mei fio, faz de cada trabalho espirital que voce participar um passo em direção a esse caminho. Um passo em direção a unidade com o Orixá. Cada reunião, um passo... sempre!

Pai José de Guiné é um espírito que há muito tempo eu conheço, trabalhador incansável nas lidas da cura espiritual. Apresenta-se como umnegro, com cerca de 50 anos, sempre com seu chapéu de palha a cobrir-lhe a cabeça e seu olhar firme e determinado. Tem um jeito muito diretoe reto de falar as coisas, sempre nos alertando a respeito de posturas incompatíveis com o trabalho espiritual. É um espírito muito bondoso, com quem já aprendi muitas coisas. Fica aí o toque dele, que muito me serviu, a respeito de levar o terreiro para o nosso dia-dia.

O médium umbandista, espírita... não importa a linha de trabalho, precisa estar consciente de suas responsabilidades todos os dias, e não apenas na hora dos trabalhos espirituais.



sábado, 20 de fevereiro de 2010


Sermão da Montanha - Mateus Capítulo : 5

Jesus, vendo a multidão, subiu ao monte e ensinava aos seus discípulos dizendo:

1- Bem-aventurados os humildes, porque deles é o reino do Céu.

2- Bem-aventurados os que choram, porque eles serão consolados pelo própio Deus.

3- Bem-aventurados os pacientes, porque eles herdarão a terra.

4- Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça porque terão o amparo da Justiça Divina.

5- Bem-aventurados os misericordiosos, porque eles alcançarão misericórdia.

6- Bem-aventurados os limpos de coração, porque eles verão a Deus face a face.

7- Bem-aventurados os pacificadores, porque serão chamados filhos de Deus.

8- Bem-aventurados os que são perseguidos por causa da verdade, porque deles é o Reino do Céu.

9- Bem-aventurados sois vós, quando vos perseguem, quando vos injuriam e, mentindo, fazem todo mal contra vós por minha causa. Exultai e alegrai-vos, porque é grande o vosso garladão
no Céu.

“Se se perdessem todos os livros sacros da humanidade, e só se salvasse O SERMÃO DA MONTANHA, nada estaria perdido.”

Mahatma Gandhi

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Teólogo Leonardo Boff sobre a Umbanda



Quando atinge grau elevado de complexidade, toda cultura encontra sua expressão artística, literária e espiritual. Mas ao criar uma religião a partir de uma experiência profunda do Mistério do mundo, ela alcança sua maturidade e aponta para valores universais. É o que representa a Umbanda, religião, nascida em Niterói, no Rio de Janeiro, em 1908, bebendo das matrizes da mais genuina brasilidade, feita de europeus, de africanos e de indígenas. Num contexto de desamparo social, com milhares de pessoas desenraizadas, vindas da selva e dos grotões do Brasil profundo, desempregadas, doentes pela insalubridade notória do Rio nos inícios do século XX, irrompeu uma fortíssima experiência espiritual.

O interiorano Zélio Moraes atesta a comunicação da Divindade sob a figura do Caboclo das Sete Encruzilhadas da tradição indígena e do Preto Velho da dos escravos. Essa revelação tem como destinatários primordiais os humildes e destituídos de todo apoio material e espiritual. Ela quer reforçar neles a percepção da profunda igualdade entre todos, homens e mulheres, se propõe potenciar a caridade e o amor fraterno, mitigar as injustiças, consolar os aflitos e reintegrar o ser humano na natureza sob a égide do Evangelho e da figura sagrada do Divino Mestre Jesus.

O nome Umbanda é carregado de significação. É composto de OM (o som originário do universo nas tradições orientais) e de BANDHA (movimento inecessante da força divina). Sincretiza de forma criativa elementos das várias tradições religiosas de nosso pais criando um sistema coerente. Privilegia as tradições do Candomblé da Bahia por serem as mais populares e próximas aos seres humanos em suas necessidades. Mas não as considera como entidades, apenas como forças ou espíritos puros que através dos Guias espirituais se acercam das pessoas para ajudá-las. Os Orixás, a Mata Virgem, o Rompe Mato, o Sete Flechas, a Cachoeira, a Jurema e os Caboclos representam facetas arquetípicas da Divindade. Elas não multiplicam Deus num falso panteismo mas concretizam, sob os mais diversos nomes, o único e mesmo Deus. Este se sacramentaliza nos elementos da natureza como nas montanhas, nas cachoeiras, nas matas, no mar, no fogo e nas tempestades. Ao confrontar-se com estas realidades, o fiel entra em comunhão com Deus.

A Umbanda é uma religião profundamente ecológica (ambientalista). Devolve ao ser humano o sentido da reverência face às energias cósmicas. Renuncia aos sacrifícios de animais para restringir-se somente às flores e à luz, realidades sutis e espirituais.



Leonardo Boff

sexta-feira, 28 de agosto de 2009


“Muito Obrigado, Sinhô Douto”!


  Com muito respeito e fraterna admiração eu peço licença ao Senhor, Dr. Bezerra para poder lhe dedicar palavras  de agradecimento, por tudo aquilo que o Sr. sendo a nossa boa semente nesta terra de cá carente de trabalhadores sinceros e dedicados em sua seara. 

 Dono de bom de coração e dedicação ao  próximo, muito lutou para o Brasil se tornar melhor e menos covarde, principalmente com  as suas diferenças,  eu mesmo sendo um homem de conhecimento em minha terra, senti no estalar do chicote impresso na minha carne, o ódio através do preconceito gerado pela  ignorância do homem branco, durante muito tempo, muitas vezes vi Irmãos Negros sofrer espancamentos de seu "senhor", que impunham debaixo do braço a Bíblia Sagrada e vestimenta cara para após ato de extrema covardia, iria se dirigir a Igreja e na Missa receber a Sagrada Hóstia,  Louvado seja nosso Senhor Jesus!  

Enumerar vossas obras seria desperdício de palavras, mas o que mais me solicito neste momento é poder agradecer a Jesus, o Cristo de Deus, esta chama de intensa luz, que com sua humildade e dedicação, iluminou a alma dos pobres, índios , escravos, bêbados e prostitutas ajudando não só financeiramente, mas curando as dores físicas e morais empreguinadas em seus corpos físicos e espirituais, isto tudo graças ao impecável sentido de amor ao próximo que o Sr. com muita dignidade, sempre respeitou através dos seus exemplos, seguindo a Lei do Amor Universal contida no Evangelho de Jesus, “Ama teu próximo como a ti mesmo”, a chama da caridade foi, e é a base de pedra aonde o Sr. solidificou as suas maiores virtudes, que é o Amor e a Fé em Deus.
E através desta curta homenagem, gostaria de pedir licença ao Sr. para de forma respeitosa, expor para alguns irmãos chamados esclarecidos, de palavras refinadas e nível intelectual invejável, com os estômagos fartos, que morrem afogados no mar da vaidade de todos os seguimentos religiosos , os chamados portadores de belas túnicas, que a caridade e a verdade que liberta está acima de tudo, na luta constante contra as chamadas inclinações ruins, para que o fiel exemplo Cristico que o Sr. Dr. Bezerra nos deixou através de suas atitudes de boa vontade, saibam que a obra individual de cada um é o espelho que se reflete nos dois planos sem omitir o dono da imagem.
"Viver e Renascer", é uma das maiores dádivas que Deus nos presentiou em nossa evolução, para a cada dia de nossa infinita existência nos libertar-mos dos nossos vícios e vaidades, e ao romper os grilhões desta escravidão, possamos todos nós dar Graças à Deus.


Mensagem ditada por, Vovô Natanael, no dia 28 de agosto 2009, dia que se comemora o nascimento de Adolfo Bezerra de Menezes Cavalcanti.

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Folhas de Agasthiya Naadi
































































































A descoberta do papel foi na China, no ano de 105 da era Cristã, por um chinês chamado Cain Lun. No início do século XIX, foram usados tecidos que foram substituídos por madeira e pastas vegetais. A primeira máquina de fabricação de papel foi construída na França no final do século XVIII. Antes os Grandes iniciados indianos escreviam em folhas de palmeiras. Atualmente as folhas de palmeiras são usadas com desenhos pintados com figuras de deuses hindus e com algumas posições do Kama Sutra.000000000000000000000000000000000000000000000000 0000000000000000000000000000000000000000000000000000000































As Folhas de Nadi é uma arte divinatoria secular que surgiu no sul da India no estado de Tamil Nadu pelo sábio Agathiyar que recebeu revelacões e as escreveu em folhas de Nadi. Muitos de seus astrologos e seguidores desenvolveram esta forma de previsao ao redor do templo Vaitheeswaran que fica no estado de Tamil Nadu. Os decendentes destes astrologos continuam utilizando as folhas de Nadi para fazer previsoes ao redor do templo.

A Astrologia praticada no sul na Índia pelos leitores Nadi vai além do que nossa lógica ocidental possa conceber. Como você se sentiria se descobrisse que seu mapa já foi escrito há centenas de anos e que ele pode ser identificado a partir de suas impressões digitais.

Os Sábios indianos de aproximadamente dois mil anos atrás recolheram em folhas de palmeira preparadas milhões de mapas astrológicos e suas respectivas interpretações, constando a vida passada, presente e futura com o nome da pessoa, nome dos pais, irmãos, filhos, esposa(o), doenças, eventos principais, existem na Índia vários sistemas astrológicos antigos de origem pré-védica e outros com influêcia vinda de outras civilizações invasoras, como a grega helenística e a mulçumana.
















Naadi em Tâmil significa "buscar", pois em tempo destinado o indivíduo vem em busca do seu Naadi, mas não é muito fácil encontra-lo, porque é necessário encontrar um leitor Naadi, e depois através dele encontrar a sua folha se é que ela existe no arqivo do leitor.








A palavra Naadi em Sânscrito significa Canal pelo qual algo flui. Na ayuverda , sistema de medicina indiana, são os canais energéticos pelos quais fluem a energia dos Chakras ou centros energéticos do corpo.
















Existem 72 tipos de Nadi conforme o conceituado Astrólogo Dr. B. V. Raman da revista Astrological Magazine, após marcar devida hora com o leitor de Nadi, pois ele só atende três pessoas por dia , ele tira a digital do dedão da mão direita do homem e o da mão esquerda da mulher na tentativa de encontrar a folha específica para o inicio da previsão.

















Estas folhas de Palmeira continham assuntos variados como curas pelas ervas (ayurveda), alquimia, kayakalpa ou aumento da longevidade e diferentes ramos de predição. Eram escritas originalmente em sânscrito mas os reis Chola do sul da Índia e o rei marata Sarabhoji, há uns 1000 anos atrás, sendo patronos das Artes e Ciências, mandaram reunir as folhas disponíveis, tanto astrológicas como de outras ciências, e traduzi-las para o tâmil da época (tâmil arcaico antigo), reunindo-as numa grande Biblioteca no palácio 'Saraswati Mahal' que existe até hoje em Tanjavur. Durante a dominação britânica, há aproximadamente 300 anos, foram levadas muitas destas folhas, principalmente as relacionadas com medicina e ervas, sendo feitos leilões onde eram arrematadas. Sabe-se que uma determinada seita indiana especializada em astrologia, da comunidade Valluvar, comprou há aproximadamente 60 anos uma enorme quantidade destas folhas astrológicas da Biblioteca Thanjavur Saraswati Mahal, juntando-as com as que já tinham. As folhas estavam ali desde aproximadamente o século XIII e os ancestrais, entendendo o seu valor, copiaram-nas também em folhas de palmeira fazendo réplicas exatas, sendo passadas de geração em geração. Atualmente seus descendentes vivem destas leituras, é uma profissão hereditária. O que está escrito deverá ser lido exatamente e explicado. Pertencem a um lugar chamado Vaitheeswaram Koil, no sul de Tamil Nadu, distrito de Tanjavur. E uma arte divinatória que é passada de pais para filhos desde pequenos.



















Abaixo os Links dos vídeos que a tecnologia Americana, com uma atitude muito nobre, ajuda a preservar os Manuscritos Hindus para que esta Arte Milenar não seja jogada pelo ralo. 00000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000
http://www.youtube.com/watch?v=z_d88DkAlJ8





























domingo, 16 de agosto de 2009

Omulu e Obaluaiê





































































Obaluaiê no sincretismo São Roque











A data em sua Homenagem é 16 de Agosto, na Umbanda representa a manifestação de Deus (Zambi das religiões Congo e Angola) da renovaçao dos espíritos decaídos, resgatador da suas dívidas cármicas, na manifestação de Omulu trabalha como ceifador dos erros, ou seja, é o senhor dos mortos e o regente dos cemitérios considerado o campo santo entre o mundo terrestre material e o mundo astral espiritual, trabalhando com muito amor na guia destes espíritos, tendo como servo exu caveira o guardião dos cemitérios. Obaluaie é o mistério da irradiação que plasma o espirito desencarnado em vias de reencarne, amoldando-o para o útero materno, propiciando assim uma nova via evolutiva. Obaluae é o senhor das doenças podendo curar uma pessoa de uma doença.Na gíra de caboclos pode ser chamado de "caboclo do fogo" e quando entra nos terreiros da umbanda sua cabeça sempre tem que ser coberta,pois,obaluae tinha muitos feridas e cobria seu rosto com palha para que ninguem podesse ver as feridas. Diz uma lenda africana que ele estava em uma festa e ninguém queria dançar com ele sabendo de suas feridas até que Iansã veio até ele levantou a palha de seu rosto e com sua ventarola provocou um vento tão forte que as feridas de obaluae sairam do corpo dele se transformando em pipoca.
São Roque nasceu em Montpellier, no começo do século XIV. Aos 20 anos, ficou órfão de pai e de mãe. Distribuiu parte da sua herança aos pobres e parte confiou a um tio. Partiu depois em peregrinação para Roma. Durante a viagem procurava ajudar os necessitados, especialmente os doentes, vítimas da peste. Após muitos anos na Cidade Eterna, Roque retornou à terra natal. Durante a viagem, foi atacado pela peste. Para não contaminar ninguém, refugiou-se na floresta. Contam que um cão roubava comida da mesa de um certo senhor e lhe levava cada manhã. Desta maneira ele foi descoberto. Ao chegar em Montpellier, foi preso e levado diante do governador, que era seu tio, mas não o reconheceu. Esquecido por todos, morreu abandonado na prisão, depois de cinco anos. Segundo a tradição popular, sua avó o reconheceu pela mancha em forma de cruz que trazia no peito.
São Roque abriu mão da sua riqueza para seguir uma vida próxima à Cristo. Ele se tornou santo por conseguir uma cura milagrosa sobre a peste negra que contaminou a Europa naquela época.

Omulu no sincretismo São Lázaro










A data em sua Homenagem é 17 de Dezembro, para alguns umbandistas, Omolu é considerado a esquerda de Obaluayê, daí a proximidade entre os dois. Porém, ele também se aproxima de Obaluayê por ser invocado, assim como esse último, para a cura de doenças, especialmente as contagiosas e aquelas que podem levar o doente à morte. Nesse sentido, recebe o título de Senhor da Varíola, doença contagiosa que dizimou milhões de pessoas até a descoberta de uma vacina e posterior erradicação.
Omulu, dentro de uma nova visão espiritual umbandista, é o Orixá da energia cósmica que ao penetrar em nossa atmosfera recaí sobre diversos habitats, como Oxum e as águas doces, etc. Ele é um dos sete orixás (puros) tendo como desdobramento o orixá Nanã. Ele vive na Calunga pequena (cemitério), aí se dando a concentração maior de sua energia (positiva ou negativa). Seus sensitivos, ao manifestarem a presença de Omolu, curvam seu corpo a terra, ficando o mais perto possível dela. Representa também a grande transformação do ser, ter que morrer para o pequeno e renascer para o grande, sem precisar deixar a matéria (morte). Suas cores na Umbanda são o preto x amarelo ou branco x preto (mais relacionado aos pretos-velhos).
Sua imantação compõe-se de deburu (pipocas feitas na areia), mamão, arroz. Flor: monsenhor amarelo; essência: cravo ou menta.
Por sua relação com a morte, é reverenciado no cemitério ou campo santo e extremamente temido. Esta é uma visão umbandista sem preconceitos ou tabus. ooooooooo





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Meus comentários:
São Lázaro e São Roque são ligados as doenças, colocação que eu não concordo nem um pouco, na minha opinião dentro da natureza tudo tem de certa forma um princípio e um “fim”. Omulu, Obaluaê e Nanã são Orixás responsáveís pelo fim da vida carnal e o princípio da vida espiritual, e ficando a responsabilidade da nossa reencarnação para o nosso Orixá Ancestral.










Como não existe a morte em nenhuma parte do universo estas energias divina, são a prova da presença renovadora do poder de Deus na nossa evolução.
Mas como São Lázaro é citado no Evangelho de Nosso senhor Jesus, em São Lucas 16. 19 a 31, disse Jesus:
Ora, havia um homem rico, e vestia-se de púrpura e de linho finíssimo, e vivia todos os dias regalada e esplendidamente. Havia também um certo mendigo, chamado Lázaro, que jazia cheio de chagas à porta daquele desejava alimentar-se com as migalhas que caíam da mesa do rico; e os próprios cães vinham lamber-lhe as chagas. E aconteceu que o mendigo morreu e foi levado pelos anjos para o seio de Abraão; e morreu também o rico e foi sepultado. E, no Hades (quer dizer inferno), ergueu os olhos, estando em tormentos, e viu ao longe Abraão e Lázaro, no seu seio. E, clamando, disse: Abraão, meu pai, tem misericórdia de mim e manda a Lázaro que molhe na água a ponta do seu dedo e me refresque a língua, porque estou atormentado nesta chama. Disse, porém, Abraão: Filho lembra-te de que recebeste os teus bens em tua vida, e Lázaro, somente males; e, agora, este é consolado, e tu, atormentado. E, além disso, está posto um grande abismo entre nós e vós, de sorte que os que quisessem passar daqui para vós não poderiam, nem tampouco os de lá, passar para cá. E disse ele: Rogo-te, pois, ó pai, que o mandes à casa de meu pai, pois tenho cinco irmãos, para que lhes dê testemunho, a fim de que não venham também para este lugar de tormento. Disse-lhe Abraão: Eles têm Moisés e os Profetas; ouçam-nos. E disse ele: Não, Abraão, meu pai; mas, se algum dos mortos fosse ter com eles, arrepender-se-iam. Porém Abraão lhe disse: Se não ouvem a Moisés e aos Profetas, tampouco acreditarão, ainda que algum dos mortos ressuscite.

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

As Drogas e suas implicações Espirituais.




I - Introdução
Um dos problemas mais graves da sociedade humana, na atualidade, é o consumo
indiscriminado, e cada vez mais crescente, das drogas, por parte não só dos
adultos, mas também dos jovens e, lamentavelmente, até das crianças,
principalmente nos centros urbanos das grandes cidades.
A situação é tão preocupante, que cientistas de várias partes do Planeta,
reunidos, chegaram à seguinte conclusão: "Os viciados em drogas de hoje podem
não só estar pondo em risco seu próprio corpo e sua mente, mas fazendo uma
espécie de roleta genética, ao projetar sombras sobre os seus filhos e netos
ainda não nascidos."
Diante de tal flagelo e de suas terríveis conseqüências, não poderia o
Espiritismo, Doutrina comprometida com o crescimento integral da criatura humana
na sua dimensão espírito-matéria, deixar de se associar àqueles segmentos da
sociedade que trabalham pela preservação da vida e dos seus ideais superiores,
em seus esforços de erradicação de tão terrível ameaça.
O efeito destruidor das drogas é tão intenso que extrapola os limites do
organismo físico da criatura humana, alcançando e comprometendo,
substancialmente, o equilíbrio e a própria saúde do seu corpo perispiritual. Tal
situação, somada àquelas de natureza fisiológica, psíquica e espiritual,
principalmente as relacionadas com as vinculações a entidades desencarnadas em
desalinho, respondem, indubitavelmente, pelos sofrimentos, enfermidades e
desajustes emocionais e sociais a que vemos submetidos os viciados em drogas.
Em instantes tão preocupantes da caminhada evolutiva do ser humano em nosso
planeta, cabe a nós, espíritas, não só difundir as informações antidrogas que
nos chegam do plano espiritual benfeitor que nos assiste, mas, acima de tudo,
atender aos apelos velados que esses amigos espirituais nos enviam, com seus
informes e relatos contrários ao uso indiscriminado das drogas, no sentido de
envidarmos esforços mais concentrados e específicos no combate às drogas, quer
no seu aspecto preventivo, quer no de assistência aos já atingidos pelo mal.
II - A Ação das Drogas no Perispírito
Revela-nos a ciência médica que a droga, ao penetrar no organismo físico do
viciado, atinge o aparelho circulatório, o sangue, o sistema respiratório, o
cérebro e as células, principalmente as neuroniais.
Na obra "Missionários da Luz" - André Luiz ( pág. 221 - Edição FEB), lemos:
"O corpo perispiritual, que dá forma aos elementos celulares, está fortemente
radicado no sangue. O sangue é elemento básico de equilíbrio do corpo
perispiritual." Em "Evolução em dois Mundos", o mesmo autor espiritual
revela-nos que os neurônios guardam relação íntima com o perispírito.
Comparando as informações dessas obras com as da ciência médica, conclui-se
que a agressão das drogas ao sangue e às células neuroniais também refletirá nas
regiões correlatas do corpo perispiritual, em forma de lesões e deformações
consideráveis que, em alguns casos, podem chegar até a comprometer a própria
aparência humana do perispírito. Tal violência concorre até mesmo para o
surgimento de um acentuado desequilíbrio do Espírito, uma vez que "o perispírito
funciona, em relação a esse, como uma espécie de filtro na dosagem e adaptação
das energias espirituais junto ao corpo físico e vice-versa.
Por vezes o consumo das drogas se faz tão excessivo, que as energias,
oriundas do perispírito para o corpo físico, são bloqueadas no seu curso e
retornam aos centros de força.
III - A Ação dos Espíritos Inferiores Junto ao Viciado

Esta ação pode ser percebida através das alterações no comportamento do
viciado, dos danos adicionais ao seu organismo perispiritual, já tão agredido
pelas drogas, e das conseqüências futuras e penosas que experimentará quando
estiver na condição de espírito desencarnado, vinculado a regiões espirituais
inferiores.
Sabemos que, após a desencarnação, o Espírito guarda, por certo tempo, que
pode ser longo ou curto, seus condicionamentos, tendências e vícios de
encarnado. O Espírito de um viciado em drogas, por exemplo, em face do estado de
dependência a que ainda se acha submetido, no outro lado da vida, sente o desejo
e a necessidade de consumir a droga. Somente a forma de satisfazer seu desejo é
que varia, já que a condição de desencarnado não lhe permite proceder como
quando na carne. Como Espírito precisará vincular-se à mente de um viciado, de
início, para transmitir-lhe seus anseios de consumo da droga, posteriormente,
para saciar sua necessidade, valendo-se para tal do recurso da vampirização das
emanações tóxicas impregnadas no perispírito do viciado, ou da inalação dessas
mesmas emanações quando a droga estiver sendo consumida.
"O Espírito de um viciado em drogas, em face do estado de dependência a que se acha submetido, no outro lado da vida, sente o desejo e a necessidade de consumir a droga."

Essa sobrecarga mental, indevida, afeta tão seriamente o cérebro, a ponto de
ter suas funções alteradas, com conseqüente queda no rendimento físico,
intelectual e emocional do viciado. Segundo Emmanuel, "o viciado, ao alimentar o
vício dessas entidades que a ele se apegam, para usufruir das mesmas inalações
inebriantes, através de um processo de simbiose em níveis vibratórios, coleta em
seu prejuízo as impregnações fluídicas maléficas daquelas, tornando-se
enfermiço, triste, grosseiro, infeliz, preso à vontade de entidades inferiores,
sem o domínio da consciência dos seus verdadeiros desejos".

IV - Contribuição do Centro Espírita no trabalho antidrogas desenvolvido
pelos Benfeitores Espirituais

A Casa Espírita, como Pronto-Socorro espiritual, muito pode contribuir com os
Espíritos Superiores, no trabalho de prevenção e auxílio às vítimas das drogas
nos dois lados da vida.
Com certeza, essa contribuição poderia ocorrer através de medidas que, no
dia-a-dia da Instituição, ensejassem:

1. Um incentivo cada vez mais constante às atividades de evangelização da
infância e da juventude, principalmente com sua implantação, caso a Instituição
ainda não tenha implantado.

2. Estimular seus freqüentadores, em particular a família do viciado em
tratamento, à prática do Evangelho no Lar. Essas pequenas reuniões, quando
realizadas com o devido envolvimento e sinceridade de propósitos, são fontes
sublimes de socorro às entidades sofredoras, além, naturalmente, de concorrer
para o estreitamento dos laços afetivos familiares, o que decerto estimulará o
viciado, por exemplo, a perseverar no seu propósito de libertar-se das drogas ou
a dar o primeiro passo nesse sentido.

3. Preparar devidamente seu corpo mediúnico para o sublime exercício da
mediunidade com Jesus, condição essencial ao socorro às vítimas das drogas, até
mesmos as desencarnadas.

4. No diálogo fraterno com o viciado e seus familiares, sejam-lhes colocados
à disposição os recursos socorristas do tratamento espiritual: passe,
desobsessão, água fluidificada e reforma íntima.

5. Criar, no trabalho assistencial da Casa, uma atividade que enseje o
diálogo, a orientação, o acompanhamento e o esclarecimento, como fundamentação
doutrinária, ao viciado e a seus familiares.

V - Conclusão

Diante dos fatos e dos acontecimentos que estão a envolver a criatura humana,
enredada no vício das drogas, geradoras de tantas misérias morais, sociais,
suicídios e loucuras, nós, espíritas, não podemos deixar de considerar essa
realidade, nem tampouco deixar de concorrer para a erradicação desse terrível
flagelo que hoje assola a Humanidade. Nesse sentido, urge que intensifiquemos e
aprimoremos cada vez mais as ações de ordem preventiva e terapêutica, já em
curso em nossas Instituições, e que, também, criemos outros mecanismos de ação
mais específicos nesse campo, sempre em sintonia com os ensinamentos do
Espiritismo e seu propósito de bem concorrer para a ascensão espiritual da
criatura humana às faixas superiores da vida.
(Reformador – Março/98)
(Jornal Mundo Espírita de Abril de 1998)